Eis senão quando, uma comitiva oriunda de Cascais faz anunciar a sua
chegada com pompa e circunstância.
Bolama pára! Soam os tambores, dançam os
Balantas.
Canta o trovador que ambulância nova emergirá da bruma para equipar o
Hospital de Bolama, escoltada por um contentor carregado de livros que
ornamentarão a nova Biblioteca Municipal de Bolama.
Foi difícil a atracagem. Foi muito, muito difícil. Quase uma hercúlea
tarefa para o capaz comandante, e um suplício para os Tântalos de Cascais, que
não viam utilidade para uma ambulância no fundo do mar. Curioso porque, com o
abundante dinheiro disponível para a compra do ouro negro refinado que a fará
mover-se pelas auto-estradas bolamenses, eu conseguia ver tal utilidade. O lodo
é bastante liso e a maré-baixa fica sempre próxima do Zero Hidrográfico.
Estava então na altura de entregar as chaves, e de dar uma formação-choque
sobre as funcionalidades do Bicho automático com coração de V8 a gasóleo. Mas
rápido, para voltar a Portugal antes que mosquito pique!
Ah! E os livros? Bom, os livros já circulavam no Mercado do Caju no dia
seguinte à partida da bem intencionada comitiva.