A ronda de Bolama correu sem sobressaltos nem um volume de trabalho
exagerado. Bem me disseram que o mais complicado já tinha passado ficado para
trás, na Ilha das Galinhas. Dei consultas nas tabancas de Madina, Caboupa
Cabral e Wato, em unidades que em nada tinham a ver com as Galinhenses.
Deslocávamo-nos de jipe pelas estradas de terra crivadas de crateras que
pareciam engolir-nos de um trago. Valia-nos a condução calma e responsável do
Tio Alfa, cujo maior amor dizemos ser o jipe da AMI. Houve até quem
aproveitasse a boleia de volta após as consultas, e que tivesse direito a
devorar metade da minha sandes de atum ainda mais rápido do que eu!
Pelo caminho ainda nos fizemos amigos de uma família simpática. A matriarca
tinha o tamanho da minha mão aberta, o que me surpreendeu, pois o célebre canal
National Geografic sempre me disse que as maiores aranhas do mundo são
tarântulas. Talvez as mais peludas e assustadoras sim... Mas a teia desta minha
nova amiga tinha uns centímetros a mais do que a minha altura, e com certeza
teria alguma dificuldade em libertar-me dela, julgando pela grossura dos fios.
Estou a escrever esta mensagem em diferido por falta de tempo, de luz e de
internet, e talvez por isso sofra de alguma falta de condimento. But fear not, as new and exciting
adventures will surely follow!
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