Hoje, o senhorio ligou o gerador da fábrica de gelo! Passo a explicar: não existe rede eléctrica em Bolama. A AMI tem o seu próprio gerador na casa de Bolama, mas raciona muito o seu uso. Liga-o 1 a 2h diariamente. Quer tudo isto dizer que hoje temos luz!
Antes de tudo, uma visão deliciosa é acordar e ver andorinhas a voar dentro da sala, entrando por uma janela e saindo por outra.
A qualidade da fotografia não é grande coisa, mas ela está lá.
Entretanto, tivemos de ir buscar o anti-malárico ao hospital de Bolama, que já estava finalmente disponível. Demorámos lá tanto tempo, à espera do responsável do depósito de medicamentos, que quando voltámos, já não havia luz...
Aproveitando o que resta de bateria do PC, vou juntar fotografias de Bolama, que já foi, em tempos, capital da Guiné-Bissau:
| Há por todo o lado edifícios da era colonial abandonados e degradados. Este tem muito boa pinta... |
No mercado, pode-se comprar algumas coisas como pão, ovos, raspadinhas de saldo para o cartão de telemóvel guineense
| Bom dia, bom dia! Kumã bu mansi? E di kurpo, sta drêto? |
No que toca o hospital de Bolama, não aconselharia ninguém a recorrer aos seus serviços. A primeira coisa que notamos quando entramos no recinto, é a ausência de vedação ou qualquer tipo de limitação, pelo que nos deparamos com diversos animais a pastar.
Passo a apresentar o nosso "Quartel-General".
Como fica situada mesmo ao pé do porto de Bolama, temos esta vista da nossa janela:
Após a recepção oficial preparada pelo Pedro, com umas caipirinhas de aguardente de cana, jantámos sopa de manfafa e ainda tivemos tempo de encontrar um "bar" em Bolama que vende cerveja Cristal relativamente fresca. Das árvores, morcegos com um tamanho respeitável, emitem sons diferentes de tudo o que já ouvi
| Ao centro: Coordenadora Local Fernanda, à direita: Técnico de Desenvolvimento Agrícola Pedro |
Finalmente, como estamos em África, encerro com uma fotografia da minha companhia quando, fugindo da trovoada que desabou sem aviso, me sentei ao computador na esperança de ter internet, já que tínhamos luz. Mas não há cá milagres...
Amanhã tentarei escrever porque na 3ª-feira partiremos para a Ilha das Galinhas, que é verdadeiramente isolada do mundo, e voltaremos na 6ª-feira.
P.S: Este post demorou uns bons 3 dias a acabar, entre cortes de energia, morte da bateria e internet guineense... Mas ao menos já me estou a tornar pro na "arte" do downscaling de fotos :)